
A palavra Economia deriva da junção das palavras gregas “oikos”(casa) e “nomos”(administração). Ou seja, o meu primeiro objetivo é fazer você refletir sobre como anda a situaçãoda sua casa. Contudo, quando uso o termo “casa”aqui eu não estou me referindo exclusivamente a sua situação financeira doméstica, mas também sobre as condições psicológicas que moldam seus comportamentos, podendo alguns serem negativos para suas finanças. Afinal, sua mente e seu corpo físico são os “locais” onde você mora e é por meio deles que você sente dor, desejos e prazeres. Mas aonde eu quero chegar com isso ?
Não raro, percebo que a origem dos problemas financeiros de algumas pessoas está vinculada às crenças e transtornos psicológicos que vão se manifestar em comportamentos nocivos não só para as suas finanças, mas para o seu bem estar como um todo. Vou dar um exemplo prático: pessoas que viveram em situação de extrema escassez na infância pobre podem desenvolver hábitos compulsivos na vida adulta, pois tentam compensar os desejos não realizados de uma infância humilde. Ou então, essas mesmas pessoas que tiverem instabilidade financeira na infância podem se tornar pais muito permissivos(quase negligentes) financeiramente em relação ao trato com os filhos, sem impor limites aos seus desejos de consumo exagerado. O contrário também pode ocorrer: ao invés de se tornarem gastadores compulsivos, eles podem se tornar poupadores radicais a ponto de não apreciarem aprópria vida nem investirem e se arriscarem em seus projetos pessoais. Enfim, nenhum comportamento extremo é desejável, não é mesmo ?
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Portanto, quero lhe convidar para refletir: Você está usando alguma crença para justificar enormes gastos no cartão de crédito? O seu nível de endividamento faz você, frequentemente, passar por situações de estresse, de preocupações, gerando crises de relacionamento com as pessoas que convivem contigo? Se a resposta para essas perguntas é sim, então talvez seja o momento de você repensar as crenças que favorecem para que você sempre caia nesses problemas. Pensando nessa dificuldade, criei um livro cuja primeira unidade trata dos aspectos psicológicos importantes para uma vida financeira mais saudável.
Pela minha experiência, uma pessoa pode dominar conhecimentos na área financeira, mas se ela não mudar o seu comportamento,buscando trabalhar contra seus hábitos negativos e incorporar hábitos financeiros positivos, de nada vai adiantar dominar complexas teorias financeiras na cabeça. O caminho para uma vida financeira mais plena requer mudanças práticas em nossas vidas e espero que esse livro seja um ponto de apoio avocê nesse mundo onde temos que tomar inúmeras decisões difíceis, mas importantes.
Um exemplo de como as crenças podem afetaras finanças das pessoas são aqueles que, mesmo tendo alta renda, acabam se endividando deforma grave, algumas chegam a declarar falência, perdendo seu bem-estar e qualidade devida e até enfrentando problemas legais e sociais severos como processos judiciais, divórcios indesejados, conflitos familiares…
Não estou dizendo que a origem de todas assituações de endividamento são crenças equivocadas sobre o dinheiro: muitas pessoas no Brasil vivem em situação tão extrema de pobrezaque mal conseguem poupar míseros reais sequer,outras pessoas perderam o emprego e não conseguiram honrar as contas, algumas pessoas tomaram golpes financeiros, outras pessoasacabam adoecendo ou tendo algum familiar doente que consumiu todas as suas reservas. Há, inclusive, pessoas que adoecem mentalmentede forma grave a ponto de perder o controle das suas finanças pessoais…
Portanto, minha ideia não é querer alimentar nenhum sentimento de culpa, mas ajudar você a refletir melhor se há crenças que possam estar contribuindo para que você esteja em um nível financeiro indesejável atualmente, e trabalhar esses aspectos, ainda que precise de ajuda de um psicólogo para lidar com essas dificuldades.
Sou Valdemar Almeida, autor do livro “Conforto Financeiro “ e estudioso sobre como a ciência econômica pode ajudar as pessoas a tomar melhores decisões. Espero ter ajudado de alguma forma. Se gostou, inscreva-se nossa newsletter para acompanhar mais publicações e compartilhe essa mensagem a quem precisa (:





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