A Receita Federal liberou uma nova funcionalidade que traz mais flexibilidade para você manter suas obrigações em dia: agora é possível pagar o DAS usando cartão de crédito.
Essa mudança representa um avanço importante na gestão do MEI, oferecendo mais alternativas de pagamento e ajudando você a manter a regularidade do seu negócio, seus benefícios previdenciários e o acesso a linhas de crédito.
Vamos explicar tudo sobre essa novidade: como funciona, quais são as opções disponíveis e como escolher a melhor forma de pagamento para sua situação.
A nova opção: o que mudou?
Antes, o DAS só podia ser pago:
-No débito automático;
-Por boleto bancário;
– No cartão de débito (exclusivamente pelo Banco do Brasil);
Agora, você pode pagar com cartão de crédito em qualquer instituição financeira e ainda parcelar em até 12 vezes.
Essa mudança veio para dar mais flexibilidade ao MEI e evitar que pequenos atrasos se transformem em grandes problemas — como perda de benefícios previdenciários ou até o desenquadramento do MEI.
Como funciona o parcelamento do DAS
A Receita Federal oferece duas formas principais de parcelar o DAS em atraso:
1. Parcelamento oficial (pelo Portal do Simples Nacional)
Esta é a opção mais vantajosa financeiramente:
-Até 60 parcelas (valor mínimo de R$ 50 por parcela);
– Multa de até 20% sobre o valor devido
Juros pela taxa Selic (média de 10% a 12% ao ano);
– Custo total: geralmente abaixo de 20% ao ano.
2. Parcelamento via Cartão de Crédito (pelo e-Arrecada).
Esta é a nova opção, mais flexível mas mais cara:
– Até 12 parcelas no cartão
– Juros de até 30,87% ao ano (praticamente o triplo do parcelamento oficial)
– Risco adicional: se atrasar a fatura do cartão, ainda vêm os juros rotativos
Como fazer:

A grande diferença nos custos
Atenção: Embora ambas as opções sejam válidas, existe uma diferença significativa nos custos finais que você precisa conhecer antes de decidir. O parcelamento no cartão de crédito pode custar até 50% a mais que o parcelamento oficial devido aos juros mais altos.
Vamos aos números para você entender melhor:
Exemplo: DAS de R$ 1.000 em atraso
Parcelamento oficial (60x):
– Multa + juros Selic ≈ 20% ao ano
– Custo aproximado: R$ 200
– Total a pagar: cerca de R$ 1.200
Parcelamento no cartão (12x):
– Juros de até 30,87% ao ano
– Custo aproximado: R$ 308
-Total a pagar: cerca de R$ 1.308
Diferença: R$ 108 a mais no cartão (cerca de 54% mais caro em termos de juros)
Com valores maiores, essa diferença aumenta proporcionalmente. Por exemplo, em uma dívida de R$ 5.000, você pagaria cerca de R$ 540 a mais escolhendo o cartão ao invés do parcelamento oficial.
Quando cada opção faz mais sentido
Agora que você conhece as duas formas de parcelar, vamos entender em quais situações cada uma é mais adequada:
Use o Parcelamento Oficial quando:
– Você pode esperar o processamento — O parcelamento pelo Portal leva alguns dias para ser processado
– Quer o menor custo possível — Com juros menores, você economiza no longo prazo
– Precisa de mais parcelas — Até 60x para aliviar o orçamento mensal
– Tem débitos mais antigos — Ideal para regularizar pendências acumuladas
Use o Cartão de Crédito quando:
– Precisa de agilidade — O pagamento é processado na hora
– Vai parcelar em poucas vezes — Em 2 ou 3 parcelas, o impacto dos juros é menor
– Tem programa de recompensas — Pode aproveitar pontos ou cashback do cartão
– Está próximo ao vencimento — Evita multa por atraso pagando imediatamente
– Prefere ter tudo em um só lugar — Centraliza o pagamento junto com outras despesas empresariais.

Planeje antes de decidir
Independente da opção que escolher, é importante fazer um planejamento:
1. Avalie sua situação financeira
Olhe para seu fluxo de caixa dos próximos meses. Quanto você pode comprometer com o pagamento das parcelas sem apertar outras áreas do negócio?
2. Calcule o custo total
Compare quanto você vai pagar no final em cada modalidade. Às vezes, vale a pena esperar um pouco para usar a opção oficial e economizar nos juros.
3. Considere o prazo
Parcelas menores são mais confortáveis no orçamento mensal, mas o prazo mais longo significa pagar mais juros no total.
4. Pense no longo prazo
Lembre-se que você vai continuar tendo o DAS todo mês. As parcelas do atraso não podem comprometer sua capacidade de pagar os próximos meses.
Como a Olom Gestão ajuda você a manter tudo em dia
Uma das melhores formas de aproveitar as facilidades de pagamento é não precisar delas por emergência. Quando você tem controle financeiro, consegue planejar melhor e evitar surpresas.
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Quando você tem visibilidade clara das suas finanças, consegue se organizar melhor e fazer escolhas mais inteligentes sobre como pagar suas obrigações.
Dicas para manter o DAS em dia
Além de conhecer as opções de pagamento, aqui vão algumas dicas práticas:
– Configure lembretes — O DAS vence todo dia 20. Coloque alarmes no celular para os dias 15 e 18.
– Use pagamento automático — Se possível, configure débito automático para nunca esquecer.
– Separe o dinheiro antes — Reserve o valor do DAS assim que receber suas receitas do mês.
– Mantenha uma reserva — Tente guardar o equivalente a 3 meses de DAS para emergências.
– Acompanhe seu fluxo de caixa — Saiba quanto entra e sai todo mês para planejar melhor.
Pontos importantes sobre custos
Vale ressaltar algumas considerações sobre os custos de cada modalidade:
O parcelamento pelo cartão de crédito, apesar de mais ágil e prático, tem juros mais altos que podem chegar a 30,87% ao ano. Além disso, se houver atraso no pagamento da fatura do cartão, os juros rotativos são aplicados, aumentando ainda mais o custo.
Já o parcelamento oficial, através do Portal do Simples Nacional, embora leve mais tempo para processar, oferece condições mais vantajosas financeiramente, com custos que geralmente ficam abaixo de 20% ao ano.
Por isso, a escolha deve considerar não apenas a urgência, mas também o impacto financeiro no longo prazo. Em situações onde há tempo para planejar, o parcelamento oficial costuma ser a opção mais econômica.
O que você precisa lembrar
A nova opção de pagamento por cartão de crédito é uma ferramenta útil que traz mais flexibilidade para o MEI. O importante é conhecer todas as alternativas disponíveis e escolher aquela que melhor se adapta à sua realidade e planejamento financeiro.
Seja qual for sua escolha, o mais importante é manter a regularidade do seu negócio e garantir que você continue tendo acesso a todos os benefícios do MEI.
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