frase atribuída à George Peabody

Jordan Belfort, personagem interpretado por Leonardo DiCaprio em “O Lobo de Wall Street”.

A nossa cultura ocidental, bastante influenciada pela cultura estadunidense, é adepta à prática da ostentação como símbolo de poder e validação social. Inclusive, é muito comum que algumas pessoas recorram à ostentação para se inserir e serem aceitas em determinados grupos de poder, principalmente em países como o Brasil onde são atribuídas diversas qualidades e prestígio para uma pessoa, com base no que se imagina do volume da sua conta bancária. Não atoa que a ostentação é usada também como recurso de confiança para pessoas mal intencionadas aplicarem golpes, sobretudo na Internet.

Alem disso,  no Brasil é comum que pessoas sem recursos recorram a uma vida de aparências na tentativa de buscar aprovação e respeito de outras pessoas. Porém, não acredito que alguém possa ter um crescimento financeiro sustentável por muito tempo, levando uma vida incompatível com a sua condição financeira atual (não que as condições dessa pessoa não possam melhorar no futuro). Não faltam exemplos na mídia de pessoas que empobreceram por levar uma vida de esbanjamento e ostentação e me parece que a ostentação é uma ferramenta muito útil para grandes marcas empurrarem produtos para você. Logo, se a ostentação cumpre um papel essencial ao capitalismo, sempre haverá muito marketing estimulando essa prática.


Veja bem, eu não estou dizendo que você não possa desfrutar das suas conquistas pessoais, muito pelo contrário. Comemorar as nossas vitórias nos dá mais forças para continuar no caminho da prosperidade. O que estou falando aqui é de um esbanjamento financeiro com compras de bens e serviços que estão além da sua capacidade financeira, podem te endividar e tirar a sua paz, atraindo muitos problemas como pessoas mal intencionadas, roubando a sua energia, fazendo você ficar no radar das pessoas e de órgãos de fiscalização da pior maneira possível (isso não é bom, mesmo tendo riqueza de origem
lícita), com exposição desnecessária que quase sempre causa problemas pessoais.

Clique na imagem para conhecer melhor!

Já  se perguntou sobre quantas decisões financeiras, você já tomou sem levar em conta se era para satisfazer uma necessidade pessoal ou simplesmente para provar alguma condição ou manter algum status com pessoas ao seu redor?

Quem não consegue manter um padrão de vida condizente com o seu nível de renda, frequentemente se endivida, pois vai
precisar de crédito de terceiros (bancos,
agiotas e familiares) para fechar as contas.
Inclusive, reflita se você se endividou por causa disso! Caso já tenha um perfil consumidor mais racional e menos emocional com seus gastos, desconsidere essa reflexão, pois você já aprendeu um dos princípios mais básicos de uma vida financeira equilibrada.


Porém, há circunstâncias em que transmitir uma imagem pessoal mais sofisticada é estratégico e lhe ajuda a atrair mais oportunidades. Considero como investimento e não ostentação o uso de símbolos de status quando você precisa disso, desde que com os pés no chão para não desequilibrar. Por exemplo,  um advogado ou contador bem vestido tem mais chances de conseguir clientes, obviamente, que o colega de trabalho desleixado com a aparência. No final, a linha entre ter boa presença de imagem e ostentar é tênue, e você quem decide como se portar.

Valdemar Almeida é professor, graduando em Economia, autor do e-book “Conforto Financeiro” que traz uma visão realista e prática das finanças para se buscar o bem-estar financeiro longe de promessas milagrosas. Se curtiu o conteúdo, entre para o grupo Jornada 360 para acompanhar mais publicações, deixe dicas que são bem vindas e compartilhe essa mensagem a quem precisa.


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